OLHO NA CIDADE

AO PASSAR PELA PRAÇA, REPARE NOS MURAIS12/08/18

APAIXONADO POR BH, GABRIEL AZEVEDO FALA DE PROJETOS QUE A GNT AMA

Já tive a oportunidade de falar aqui sobre as obras de requalificação da Praça da Liberdade e a alegria que essa notícia me trouxe. Hoje, volto ao tema, não para falar das obras, mas para comentar a grafitagem dos tapumes, que cobriu de cores a praça, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Até novembro, quando está prevista a conclusão da restauração, 54 artistas vão expor seus trabalhos nos painéis que cercam a praça. É uma iniciativa  que merece aplausos, pois ocupa o espaço público com criatividade e beleza e dá à população a oportunidade de conhecer o talento de artistas locais.

Projeto "Mural Liberdade" leva arte e movimento para a Praça em obras

Estive lá há poucos dias e gostei tanto do que vi que durante uma semana publiquei nas minhas mídias sociais imagens das obras de arte do Mural Liberdade, nome dado ao projeto de cobrir os painéis de madeira com grafites.

Esse é um conceito já adotado em diversas cidades por todo o mundo: Nova York, Londres, Paris, Barcelona, São Paulo e Rio de Janeiro são algumas das quais me lembro. Mas, com certeza,  há muitos outras metrópoles onde a arte de rua ocupa cada vez mais o seu espaço e se torna mais relevante a cada dia.

Painel de Pat Caetano, na Praça da Liberdade

Além da Praça da Liberdade, outro ponto tradicional de Belo Horizonte abriu suas portas aos artistas de rua: o tradicional Bairro Santa Tereza, na Região Leste da capital.  Lá acontece, até o próximo dia 19 de agosto, a primeira edição do Território de Arte Urbana (TAU). O projeto objetiva transformar o bairro em uma galeria a céu aberto, com intervenções de artes visuais nos mais variados espaços, com acesso gratuito aos visitantes. É uma forma de conexão muito interessante entre os moradores e os artistas plásticos.

Trabalho da muralista Priscila Amoni participa do TAU, em Santa Tereza

Outro ponto que chamou minha atenção nessa primeira edição do TAU foi o número significativo de artistas que se inscreveu para participar da iniciativa. Segundo os organizadores, foram 200 inscrições. Ao final, os curadores do projeto selecionaram 15 artistas. As intervenções podem ser vistas no trecho que vai da Praça Duque de Caxias à Praça Joaquim Ferreira da Luz, próximo aos muros do metrô. É um belo exemplo de ocupação cultural, que deve ser incentivado e disseminado por outras regiões de BH.

O ideal seria que todas as obras públicas executadas na capital tivessem seus tapumes transformados em murais nos quais artistas das mais variadas tendências pudessem expressar o poder da sua criação. Não é uma ação que demande recursos públicos, pois há coletivos que têm condições de arcar com os custos e  os instrumentos de arrecadação solidária online são cada vez mais disponíveis e utilizados.  Creio que o sucesso da mostra Mural da Liberdade e do TAU deve ser seguido e expandido, para tornar a cidade cada vez mais amigável, inclusiva e bonita. 

 

GABRIEL AZEVEDO (COLLAB ESPECIAL)
FOTOS: TAU, CURA E INSTITUTO AMADO/DIVULGAÇÃO



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