GENTE

EM CARTAZ EM BH, DEBORAH FALA DA CIDADE30/09/17

Antes de desembarcar por aqui para estrelas Estranhos.com, atriz conversou com a gnt

Deborah Evelyn está com as malas prontas para desembarcar em Beagá, onde se apresenta na peça Estranhos.com ao lado do ator Johnny Massaro (relembre). Entre uma gravação e outra da novela Tempo de Amar, ela conversou com nossa diretora Natália Dornellas e se divertiu  com as perguntas, inaugurando a seção "5 perguntas para...". O resultado do bate-papo, você confere abaixo.

Site ND: O que conhece de BH, tem algum lugar predileto por aqui? Se não, quer uma dica do site? Somos bons nisso! 

Deborah Evelyn (DE): Eu vou pouco a BH, realmente só a trabalho. Mas tive a oportunidade de ficar um mês em cartaz com a peça A Hora Amarela, em 2015, no CCBB BH. Foi uma experiência incrível e no período pude conhecer os museus da Praça da Liberdade, além do Centro Cultural Banco do Brasil ser lindo com um prédio maravilhoso e o charme dos cafés naquele pátio, fui ao Memorial Vale, que conta a história de Minas, de BH, tem a sala da Inconfidência Mineira, tudo feito com muito cuidado pelo Gringo Cardia. A Praça da Liberdade é o meu lugar preferido em BH. 

Deborah e Johnny em cena

SiteND: A história de Estranhos.com passa muito pela realidade, como é sua relação com as redes sociais? Vimos que tem Instagram e Facebook, mas não parece ser uma hard user. Certo?

DE: É, um dos temas da peça é realmente como a tecnologia é usada hoje em dia, qual é o lado bom disso, qual é o lado ruim disso, como se pode usar isso de uma maneira decente. Eu tenho realmente Instagram e Facebook, mas eu entro bem pouco mesmo. Você tem toda razão, eu entro até mais no Instagram que no Facebook, mas eu não consigo ser dependente e ligada nisso, eu realmente não consigo. Acho que eu sou até equilibrada eu acabo usando o que considero apenas necessário. Eu acabo entrando mais com coisas de trabalho do que da vida pessoal, enfim eu acho que sou bem equilibrada com relação as redes sociais. Eu entro, uso, acho importante, está aí faz parte dos dias de hoje e a gente tem que aprender a lidar e a usar da melhor forma possível.

SiteND: Como o roteiro de Estranhos.com chegou até você e como é dar vida a uma personagem de Laura Eason?

DE: Eu assisti a peça junto com a Mônica Torres em Nova York há dois anos, e eu gostei muito. É uma peça que se comunica muito facilmente com a plateia. Comunica temas muito importantes para os dias de hoje. E fala de uma maneira engraçada, divertida, então a plateia se diverte. Ri muito. Acompanha tudo de forma muito presente.Quanto a peça terminou nós vimos que a gente tinha vontade de montar essa peça no Brasil. Vontade de falar sobre isso. Porque quando você produz uma peça é diferente de quando você é chamada, só pra fazer como ator. Como você está desde o começo tem que ser algo na qual você realmente goste de falar, como está cada vez mais difícil de produzir no Brasil tem que ter esse desejo muito grande. E aí é... O Estranhos.com bateu na gente desta maneira, ai a gente conseguiu juntar uma equipe maravilhosa com o Emilia dirigindo, o Johnny no palco junto comigo. Cenário, figurino, enfim... luz, música, som aí realmente fica muito vom fazer uma peça assim. Ai  a gente sente que a nossa mão está do inicio ao fim. É muito bom.

Site ND: A imprensa de TV tem dito que a Alzira, de Tempo de Amar,  é machista e preconceituosa. Como é viver uma personagem tão politicamente incorreta nestes tempos extremos e estranhos?

DE: É a Alzira é politicamente incorreta. Ela é machista, preconceituosa, racista, ela fala coisas horríveis. Eu acho que na verdade é importantíssimo ter uma personagem assim nos dias de hoje. É óbvio que isso vai ser uma critica. E todo mundo vai perceber o quão absurdo é o que ela fala, e o quão absurdo são as posições dela. Chega ser risível. Então eu acho importante, pois estamos vivendo um momento muito sério não só no Brasil como no mundo inteiro. De uma guinada ou uma volta pra uma direita muito radical, sem aceitação do outro, da diferença. Um nacionalismo nazista e fascista então essas coisas começam no pequeninho, no dia a dia quando você acha que o preto ou o judeu, muçulmano é inferior a você. Né? Quando você acha que mulheres são inferiores a homem. Enfim, essas coisas começam no dia a dia e vão tomando força a ponto de você eleger um presidente ou um senador, um deputado, ou um primeiro ministro que tenha esse tipo de pensamento também. Então eu acho a Alzira um personagem importantíssimo nos dias de hoje. Exatamente por ela ser assim, acho que as pessoas vão perceber o ridículo nisso. Espero.

 

Peça integra a programação do Teatro em Movimento

SiteND: Qual seria a sinopse da história da sua vida? Já pensou nisso?

DE: Nossa muito boa essa pergunta. Não sei se eu vou conseguir fazer uma sinopse da minha vida até agora, mas vamos ver... Na, filha do meio, com uma irmã mais velha e um irmão mais novo. Um pai economista e a mão socióloga. Dentro de uma família onde a arte e a cultura foram sempre muito bem vista, valorizada, incentivada. Desde sempre quis ser atriz, desde que me entendo por gente, apesar de ter feito outra faculdade também. Além de fazer teatro eu fiz Ciencias Sociais. Cedo comecei a trabalhar fazendo televisão na Globo e Teatro. Me casei muito cedo também, e tive uma filha muito cedo também e que é o grande amor da minha vida. Meu orgulho enorme, tem 24 anos, estudou engenharia na Alemanha, voltou esse ano para o Brasil. E a minha carreira eu acho que levei de uma maneira muito feliz até agora. Eu sempre estive muito satisfeita com as minhas personagens, muito feliz com as minhas escolhas no teatro, na televisão e em cinema que eu fiz menos, mas o que eu fiz eu fiz acreditando muito. Então eu acho que é uma trajetória de muita sorte e de muito amor em todos os sentidos da minha vida. Tanto no trabalho quanto no pessoal....  Agora já estou no meu segundo casamento. Muito feliz. Com muito amor. Com um alemão chamado Detlev, arquiteto. E esperando pelo resto da sinopse da minha vida. Aliás, não sei se consegui muito bem fazer uma sinopse. Mas espero que sim. Risos.

Serviço:

Estranhos.com

Quando: sábado e domingo, dias 30 de setembro, às 20h, e 1º de outubro, às 19h

Onde: Teatro Sesiminas ? rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia

#teatroemmovimento

 

DA REDAÇÃO

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