COLUNA DA NATÁLIA

ELA TIRA A DOR COM AS MÃOS #NDENTREVISTA20/09/18

Criadora da Santé fala das técnicas que utiliza para tirar pacientes da dor

Portadora de dor crônica na lombar, vivi uma verdadeira via-sacra nos últimos anos em busca de profissionais que pudessem me ajudar a ter mais qualidade de vida. Encontrei vários bons fisioterapeutas, um ótimo ortopedista (obrigada, Cacá! Dr. Carlos Moreira Rezende), além de acupunturistas e massagistas que me salvaram por dias e até semanas, mas desde maio caí nas mãos poderosas de Denise Alencar, a Denise da Santé, como é conhecida.

Foram várias as indicações para que chegasse a ela e, sim, na primeira seção de osteopatia e etc (ela tem um patchwork de técnicas que é difícil citar) saí de sua sala sem me lembrar de que possuo uma escoliose terrível (desvio da coluna), as danadas L4, L5 (vértebras onde se encontra o meu problema) e várias protusões nos discos.

Denise tira as dores com as mãos, sem o menor exagero, e, paralelo a isso, ensina caminhos para fortalecer e - por que não? - curar. Foi com ela que conversei nesta entrevista que integra a série de bate-papos do site. Sua formação em fisioterapia pela Faculdade de Ciências Médicas, as várias passagens pela Europa em busca de aperfeiçoamento e as especializações mundo afora deveriam vir no começo para mostrar seu gabarito, como manda o bom jornalismo, mas aqui imperaram a gratidão e a vontade de apresentar aos leitores esse trabalho que tem que ser conhecido. 

Denise em ação na aula de Gyrotonic, uma de suas técnicas prediletas 

Pilates, osteopatia, Low Pressure Fitness, McKenzie, Gyrokinesis, Gyrotonic, fisioterapia, quiropraxia, Borealign, yoga.... você tem em seu escopo de trabalho várias terapias corporais. Como consegue usar disso tudo para fazer seus atendimentos que são verdadeiras curas?

Denise - Todas estas técnicas têm em comum trabalhar a estrutura do corpo como um todo (ossos, pele, fáceas, glândulas, vísceras, músculos, articulações e etc.). O corpo é indivisível e funciona como um todo, a desarmonia da estrutura facilita a patologia. O corpo é capaz de se autocurar, mas tem que estar em harmonia para funcionar corretamente.

Há muitos anos sem ter ainda todas as formações que tenho hoje, já cuidava dos meus pacientes com toques manuais e sensitivos muito diferentes dos tratamentos das clínicas fisioterápicas tradicionais.

Me aprofundei em técnicas manuais na França, onde tive meu primeiro contato com a técnica de osteopatia (Paris – 1995) junto às técnicas de estabilização, hoje já tão conhecidas como Pilates, RPG, Gyrotonic, Corealign, Low Pressure e etc.

A quiroproxia e a osteopatia surgiram na mesma época, em 1892, e a diferença entre elas é apenas o enfoque. A quiropraxia teve na sua história muitos engenheiros, como Thompson Gostead, que usaram os conceitos de mecânica e biomecânica e criaram novas formas e vetores de força em equipamentos como o TIC (que se assemelha a um pequeno revólver) e a maca com Drope (tecnologia).

A osteopatia tem foco na terapia craniana, visceral, mas também estrutural com objetivos às vezes  diferentes, mas ambas tratam as diversas patologias. A técnica de Dejarnette é usada tanto na osteopatia quanto na quiropraxia.

Respeitando a individualidade, causalidade, história de vida de cada um e uma boa escuta e experiência que só o tempo dá, o que é muito importante.

Hoje tenho clientes que freqüentam a Santé há mais de 20 anos, que mantém os cuidados com o corpo e a mente e isso muito me orgulha. Vários clientes são encaminhados de diversas especialidades médicas porque confiam no meu trabalho e na equipe, por isso estamos sempre em constantes atualizações.

 

Vamos falar do Gyrotonic, uma paixão sua e da equipe da Santé. Por que considera que o método tão eficaz ainda é desconhecido do público brasileiro?

A paixão pelo Gyrotonic é simples: nele encontro tudo (mobilização neural e facial, consciência postural e fortalecimento do assoalho pélvico tão importante na gravidez, respiração e liberação de chakras, como no yoga). O criador se baseou em yoga, dança e natação e utilizou muita biomecânica para criar as diversas e diferentes máquinas que nos levam a diferentes possibilidades com o corpo. O Gyrotonic ainda é pouco conhecido devido ao alto custo da formação e, aliado à seriedade da técnica, ele exige muita dedicação e atualização constante. Já o Pilates, hoje muito conhecido e aceito, é uma técnica maravilhosa e muito utilizada na Santé.

A Santé está de casa nova, no Belvedere 

Você tem pacientes que estão na clínica há 20 anos, como acabou de dizer, e ao mesmo tempo se vê muita gente nova por aqui. Dor tem idade?

Dor não tem idade! Temos na Santé desde adolescentes com dores e alterações posturais, patologias como hérnia de disco em diferentes idades, a idosos que procuram viver melhor e manter suas atividades funcionais.

O que sugere para quem tem dores no dia a dia e ainda não encontrou o profissional certo ou um exerício que o ajude?

Sentar-se corretamente, em cima dos ísquios (os ossinhos do bumbum), cuidar para que os pés fiquem bem apoiados ao chão, por causa da circulação e da sustentação postural. Os homens devem evitar sentar-se com a carteira no bolso traseiro, isso leva ao desalinhamento dos ossos da pelve, gerando dor.

Se você trabalha muito tempo sentado levante-se a cada 30 minutos, caminhe ou espreguice, levando a sua coluna para trás algumas vezes. Se você permanece muito tempo em pé, deite-se em algum lugar e abrace as pernas.

Se fica por muito tempo de frente ao computador, com a cabeça jogada para frente ou olhando para baixo no celular, faça o movimento ao contrário algumas vezes, retraindo o pescoço para trás, como mecanismo para o corpo se equilibrar. Além disso, tenha cuidado ao carregar peso: dobre os joelhos e o quadril e evite flexionar para frente para não provocar uma dor lombar.

 

Serviço

Santé Terapias Corporais

ONDE: Rua Afonso Costa Reis, 46, Belvedere, tel 3285-4644

IG: @santeterapias 

 

NATALIA DORNELLAS

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