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A LUZ QUE TE ILUMINA É DO CELULAR?13/09/18

Magno Martins fala da campanha ''Nem toda luz ilumina''

Oi? Cadê você? Você sumiu!!! Aparece!!!!

Talvez você lide, quase que diariamente, com perguntas assim em suas contas em redes sociais. É muito comum, por mais louco que isso pareça, nos depararmos com várias pessoas pedindo desculpas por terem “sumido” durante o dia, principalmente no Instagram (onde os espectros das melhores vidas estão nessa plataforma), mostrando uma certa preocupação com as demais pessoas que as seguem. Como se fosse necessária essa justificativa do “onde estive, o que estou fazendo, para onde vou”.

Para alguns, comportamento comum. Para tantos, assustador.

Ser influente em uma área não quer dizer, necessariamente, que você precise publicar a cada hora, tudo de sua vida. Pode até ser que o brasileiro seja um dos maiores públicos em qualquer rede social existente, mas grande parte faz desses ambientes os famosos “paraísos”, desde o invejável café da manhã em frente ao mar até a meditação no fim da noite. Alguns consideram que os Stories hoje são mais assistidos que a própria TV. Ótimo, sem problemas viver de conteúdos de outra tela, mas o que está sendo consumido realmente faz sentido? E o mais importante: o que estamos disseminando agrega algo a alguém?

Projeto da D'Or Consultoria faz um chamado aos super conectados 

Conheci recentemente um projeto da D'Or Consultoria, onde eles publicaram um material incrível sobre dependência tecnológica. Intitulado "Nem Toda Luz Ilumina", o projeto traz uma pesquisa com alguns termos como Phubbing, Ringxiety, Nomofobia, dentre outros. Segundo os idealizadores "Os smartphones iludem cada vez mais pessoas, enquanto afetam, cada vez mais, a saúde mental. Não se prenda a uma luz artificial. Coisas incríveis acontecem offline". O projeto faz parte de uma campanha para setembro/2018, com a conscientização da saúde mental. Clique aqui e saiba mais.  

A parte que mais me chamou a atenção dessa pesquisa foi:

Algumas pessoas, quando não recebem notificações, apresentam sintomas intensos de abstinência e ansiedade (índice em que o Brasil é campeão mundial, com 9,3% do país ansioso).

Estamos ficando, cada vez mais, dependentes e doentes. Isso não está nada certo!

A minha dica é: dependa, cada vez menos, de expor sua vida e/ou consumir, em excessos, a vida alheia. Tem coisa mais gostosa que ver e ouvir alguém pelo prazer do conteúdo que ela dissemina? Mas que, ao mesmo tempo, ela não se sente “escravizada digitalmente” por publicar o que é relevante e, principalmente, aquilo que realmente é natural de si! Não há obrigações que transcendam o que é natural!

Bobagem nossa ter que dar explicações sobre o que deixamos de fazer nesses ambientes digitais. Coisas incríveis acontecem offline: tire o celular um pouco da mão e vá viver novas experiências!

MAGNO MARTINS (COLLAB SUPER ESPECIAL)

FOTO: REPRODUÇÃO




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