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MUITO CUIDADO COM A PALAVRA DIETA #DICA24/02/18

Mudando os hábitos com a Xanda Fogaça!

Quando finalmente entendermos que a palavra “dieta” já está cheia de carga e significados negativos, vamos entender que fazer dieta faz o efeito contrário do esperado: engorda, estressa, priva e rebota. A resposta desse problema é uma questão simples: a má administração das emoções e do próprio tempo. Simples não quer dizer que seja fácil. Vamos fragmentar isso de forma mais clara.

Algumas privações ao longo do tempo (como cortar o excesso de frituras, de ida aos fast-foods, das recusadas de cerveja no final de semana e substituir a batata frita do prato por salada, por exemplo) são muito mais fáceis de serem administradas do que quando bate a necessidade de fazer uma dieta e tudo isso vem de uma só vez, em pacotes intensos. Se fizermos as contas da energia gasta, do esforço gerado e do acúmulo de frustração que se sofre durante uma dieta que, na maioria das vezes, vem acompanhada de arrependimento e imediatismo, percebemos como são muito maiores do que um pouco de energia investida em poucos momentos, de forma inteligente e espaçada.

Alimentar há muito tempo perdeu seu significado orgânico. Virou vício, culpa, festividade, motivo, fuga. Entenda: não há nada de errado em comemorações festivas, encontros amigáveis regados a quitutes e delícias. A grande questão é até onde se sabe o que realmente alimenta, o que nutre, o que traspassa e o que excede. Quando se tem o controle sobre algo ou quando algo tem o controle sobre você.

 

Cuidado com a palavra Dieta

                       

As pessoas trabalham, se exaurem, não cuidam do corpo nem da alma. No tempo livre buscam formas imediatistas de recompensarem o prazer. “Eu mereço”, “só hoje” e “final de semana pode” são frases que sempre escuto em meu consultório. Para tornar algo um verdadeiro presente é necessário que ele seja simbólico, não automático. A diferença entre ritual, hábito ou vício é realmente muito tênue.

Se você está feliz com suas escolhas, hábitos e respostas entenda que está tudo certo em continuar por esse caminho. Mas se suas escolhas te trazem culpa, remorso, ansiedade ou tristeza, é importante repensar o caminho que está sendo traçado. A verdade é que qualquer mudança causa desconforto. Ele pode ser sutil e administrado ou avassalador e extremamente desconfortável. A forma como isso irá ser administrado é que vai refletir na saúde do corpo, da mente e do espírito.

O equilíbrio é global. Se origina no corpo ou na mente não é o mais importante. O relevante é como impedir que o desequilíbrio se instale e se propague cada vez mais.

Fazer alguns questionamentos a si mesmo pode te ajudar a começar a traçar algumas novas rotas:

 

1 - Você gosta do que faz?

2 - Você se alimenta relativamente bem? (Se seu corpo recebe fontes nutritivas de alimentos, água e elementos antioxidantes na maioria do tempo).

3 - Você tem relacionamentos saudáveis e construtivos em sua vida?

4 - Você está feliz com seu corpo?

5 - Você está feliz com sua disposição?

6 - Você está satisfeito com seu desempenho cognitivo?

7 - Você está feliz com o tratamento que dá a seu corpo?

8 - Você tem energia?

9 - Você tem vícios? Está feliz com a forma com que os administra?

10 - Você sabe pedir ajuda?

 

Estas são questões pessoais, subjetivas e existem várias outras que possibilitam uma análise sobre nós mesmos. O autoconhecimento é essencial para qualquer decisão que vise o equilíbrio e a manutenção da nossa saúde.

 

“O coração é o centro de todos os lugares sagrados. Vá e passeie por lá.”

 

#Namasté

 

XANDA FOGAÇA (COLAB ESPECIAL)

FOTO JU FOINI




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