COLUNA DA NATÁLIA

ONDE FORAM PARAR AS REVISTAS?02/01/19

Uma saga inglória pelas lojas de revistas...

Trabalho com web, mas meu coração é do papel, não posso negar. 

Gosto de comprar  revistas para me acompanhar num voo mais longo ou num feriadão prolongado. Me sinto realmente alimentada quando vou esgotando a leitura de cada uma. 

Na última semana fui a São Paulo e deixei para fazer a festa das mags quando embarcasse de volta a BH, pois a revistaria do embarque de Congonhas sempre atendeu às minhas necessidades. 

Chegando lá, aquele choque: as revistas haviam sumido do nicho onde sempre ficaram e tive que pedir ajuda ao staff. “Meninas, onde estão as revistas?". Sem graça, a funcionária explicou que estavam vendendo o estoque de revistas antigas da Editora Abri com um super desconto e tinham alguns exemplares deste mês também. 

Embarquei triste da vida e me contentei com a (revista) de bordo da companhia aérea.

Chegando a BH, me enchi de esperanças quando vi a Leitura do desembarque de Confins. Lá dentro, a mesmíssima surpresa: estoque com desconto da Abril e uns poucos exemplares do mês corrente de publicações que não me interessavam. 

No dia seguinte, de passagem pelo BH Shopping, resolvi procurar a revistaria que fica em frente ao Carrefour, onde o dono me recebeu com simpatia e explicou que teve que se reinventar, pois revistas como a Vogue, que vendia 300 exemplares por mês, tinham reduzido as vendas vertiginosamente, por isso agora vende presentinhos, artigos de papelaria e algumas poucas publicações. O espaço destinado a elas existe ainda, mas foi drasticamente reduzido. 

Não acho que esta nota possa mudar a situação, mas senti a necessidade de dividir minha frustração

Pollyana que sou, desejo um Natal cheio de revistas e um Ano Novo com publicações novas e campeãs de vendas.  Que não deixemos o mercado editorial morrer. Amém.

NATALIA DORNELLAS

FOTOS: REPRODUÇÃO



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